Nem tudo o que reluz é ouro – a ESET alerta para os impostores que se fazem passar por celebridades com o intuito de defraudar os utilizadores mais incautos.

A apropriação do nome e imagem dos mais ricos e famosos é uma estratégia favorita de criminosos em busca de enganar e enriquecer às custas de utilizadores online.

A ESET, uma empresa líder em cibersegurança, partilha hoje algumas das formas mais comuns a que os scammers recorrem para passarem por celebridades, fazendo derreter os corações e, sobretudo, as contas bancárias dos utilizadores.

Ofertas falsas de criptomoedas

As ofertas falsas de criptomoeda banalizaram-se com a popularidade desse ativo digital e, habitualmente, acontecem em canais de YouTube ou contas de Twitter com uma grande base de seguidores sequestrados por agentes maliciosos. O esquema costuma envolver a solicitação de dinheiro digital para um endereço bitcoin, com a promessa de o valor ser duplicado como parte da campanha. No entanto, como seria de esperar, os utilizadores que caiam na armadilha não voltam a ver as suas criptomoedas. Para dar maior legitimidade ao esquema, os agentes maliciosos assumem também muitas vezes a pele de grandes figuras do mundo da tecnologia, como o fundador da Microsoft, Bill Gates, ou o CEO da Tesla e SpaceX, Elon Musk.

Vídeos enganadores no Facebook ou Instagram

Algumas celebridades tiram partido de plataformas como o Facebook ou Instagram para entrarem em contacto direto com os seus fãs, uma atividade partilhada também por scammers que recorrem às emissões ao vivo nas redes sociais para enganar os utilizadores. Para isso, os agentes maliciosos criam contas falsas que condizem com as páginas reais das celebridades, incluindo publicações, imagens e vídeos. No entanto, o nome terá erros ortográficos ou será suplementado com palavras como “TV”, “fan page”, ou outras.

Nos vídeos ao vivo, os scammers tentam aliciar os utilizadores com descrições como “os primeiros 1000 a comentar recebem 1000 euros”. Depois, os utilizadores que interajam com o vídeo recebem instruções sobre como receber aquele montante, que incluem enviar informação pessoal sensível ou mesmo dinheiro das suas contas. Além de perderem o seu dinheiro, os dados destes utilizadores podem voltar a ser usados para outros esquemas maliciosos.

Apelos falsos de apoio a causas solidárias

Outra tática comum envolve criar contas falsas que personifiquem celebridades e entrar em contacto direito com fãs em todo o tipo de plataformas digitais. Embora não seja uma estratégia sofisticada, o impostor procura enganar os utilizadores pedindo-lhes para contribuir para causas solidárias que supostamente estão a apoiar, ou mesmo oferecendo-lhes bilhetes para concertos privados inexistentes a troco de transferências de dinheiro.

Pedidos fraudulentos de investimento

Finalmente, a ESET destaca as tentativas de scammers de lucrar com os utilizadores mais inexperientes convencendo-os a usarem o seu dinheiro em “investimentos” supostamente apoiados pelas celebridades. Este tipo de manobras não é novidade, envolvendo a promessa falsa de multiplicação do investimento rápida e facilmente. Normalmente, esta técnica assume a forma de anúncios popup que se fazem passar de artigos sobre incríveis retornos do investimento, complementados com manchetes bombásticas sobre como uma celebridade investiu naquela empresa ou produto e lucrou imenso com isso.

Permanecer seguro

Identificar agentes maliciosos nas plataformas de redes sociais não deve ser uma tarefa difícil. O Facebook, Instagram e Twitter usam um sistema de verificação de perfis que permite aos utilizadores distinguir entre celebridades reais e impostores.

A respeito das manobras com alegados fins solidários ou relacionados com oportunidades de investimento, a sua veracidade também pode ser testada com uma busca rápida no Google. Se passarem o teste, o utilizador tem ainda a possibilidade de contactar diretamente a entidade para descobrir mais sobre a colaboração com uma celebridade específica.

Como sempre, a ESET recomenda aos utilizadores que permaneçam vigilantes e questionem qualquer ação que levante o mínimo de suspeitas, mantendo sempre presente a ideia de que se algo parece demasiado bom para ser verdade, o mais provável é que não seja genuíno.