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Turismo do Porto e Norte e Turkish Airlines promovem destino junto de operadores turísticos turcos

Missão comercial conjunta com companhia aérea turca procura intensificar o fluxo turístico e os negócios com o mercado turco

O Turismo do Porto e Norte de Portugal está a desenvolver uma ação de promoção no mercado turco, considerado emergente para o destino, numa missão comercial que arrancou na passada segunda-feira e irá marcar presença em Istambul até amanhã. “Este apoio às 16 empresas da região que estão connosco na Turquia é mais um passo na dinâmica de retoma da operação turística e um esforço na reposição da conectividade aérea, com a elevada importância que tem esta ligação com o Médio Oriente, a região turística mundial com maior taxa de crescimento até 2030.”, frisa Luís Pedro Martins, presidente da instituição.

A ação comercial, organizada pela Turkish Airlines com o apoio da TPNP, levou muitos parceiros do Porto e Norte à Turquia, para estabelecer contacto com players locais, procurando aproveitar estas novas dinâmicas que a Turkish Airlines co-promove. De acordo com o vice-presidente de Vendas da Turkish Airlines para a Europa do Sul, Omer Faruk Sonmez, “o Porto e Norte de Portugal tem muito para oferecer aos turistas turcos, desde o turismo de lazer, ao de negócios, gastronómico e cultural”. “Ao promovermos este tipo de encontros entre operadores turcos e portugueses, a intenção é a de mostrar a variedade de destinos que a região tem para oferecer aos turistas turcos”, refere Sonmez.

A voar para o Aeroporto Francisco Sá Carneiro desde abril de 2015, a companhia aérea turca chegou a ter dez voos semanais no verão de 2019. “Neste momento, fruto da pandemia de COVID-19, temos apenas quatro voos semanais, mas com o aumento da procura acreditamos que será possível chegar ao próximo verão com uma base diária de voos entre Istambul e Porto, ou seja, sete voos por semana”, salienta Omer Faruk Sonmez.

Em 2019, um ano histórico para o Porto e Norte de Portugal, com mais de 10,7 milhões de dormidas registadas ao longo do ano, a Turkish transportou mais de 90 mil passageiros para o destino. Números que o responsável de Vendas para a Europa do Sul acredita que serão recuperáveis ao longo do próximo ano. “É um destino seguro, Portugal é um exemplo mundial no combate à COVID-19, e temos de passar essa mensagem aos operadores e, claro, aos turistas”, salienta Omer Faruk Sonmez.

Recorde-se que, entre outras ações promocionais, o Porto e Norte de Portugal tem vindo a lançar um conjunto de campanhas promocionais, a última das quais foi lançado no passado dia 07 de outubro. Em pouco mais de três minutos, “The Majestic Adventures of Ofelia de Souza” reforça a estratégia e o posicionamento do Turismo do Porto e Norte de Portugal no segmento de Meetings Industry.

Turismo do Porto e Norte considera Linha do Douro estratégica para desenvolver a região

O Presidente da Entidade Regional de Turismo do Porto e Norte de Portugal (TPNP), Luís Pedro Martins, integrou a comitiva que hoje entregou na Assembleia da República uma petição que defende “a completa requalificação e reabertura da Linha Ferroviária do Douro até Barca de Alva e Espanha”. “É um documento assinado por 13 500 cidadãos, excedendo praticamente em dez mil o objetivo inicial, o que, por si só, é merecedor da maior atenção por parte dos deputados da Assembleia da República e pelo Governo”, refere Luís Pedro Martins.

“Investir na internacionalização da Linha do Douro é investir no futuro de uma região que tem muitíssimo para oferecer ao país, nomeadamente em termos de turismo”, acrescenta o presidente do Turismo do Porto e Norte de Portugal. Paralelamente, frisa, “pode complementar investimentos já concretizados, permitindo ligar, por exemplo, o terminal de cruzeiros do Porto de Leixões ao interior da Península Ibérica, abrindo portas a novos fluxos entre os aeroportos do Porto e de Madrid”.

O presidente da TPNP recorda que o turismo, que no balanço global da região do Porto e do Norte está a ter resultados positivos históricos, “é um motor de desenvolvimento comprovado em Portugal, que tem na região do Douro – Património da Humanidade – um enorme “tesouro” ainda por explorar”. “Investir na internacionalização da Linha do Douro é investir no futuro de uma região que tem muitíssimo para oferecer ao país”, realça.

Na audiência com a vice-presidente da Assembleia da República, Edite Estrela, a comitiva composta, para além da TPNP, pela Liga dos Amigos do Douro Património Mundial, pela presidência da Comunidade Intermunicipal do Douro, pelos presidentes das autarquias da Régua, Torre de Moncorvo, Sabrosa, pela Fundação Museu do Douro e por várias entidades relevantes da Região do Norte, teve a oportunidade de entregar o documento subscrito por mais de 13 mil e quinhentos cidadãos, fruto de uma iniciativa que pretendia recolher as quatro mil assinaturas necessárias para que a petição fosse discutida no parlamento.

A comitiva foi ainda recebida pelo presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, a quem apresentou cumprimentos e teve oportunidade de apelar ao maior empenho por parte dos partidos com assento parlamentar nesta causa.

Luís Pedro Martins sublinha que “cerca de 72% dos turistas que visitam o Porto e Norte de Portugal não vão além da Área Metropolitana do Porto, a porta de entrada na região”. “Uma das razões que explica esta não distribuição de turistas por outros subdestinos está, desde logo, relacionada com a inexistência de alternativas de transporte”, afiança.

A aposta na ferrovia, diz o presidente da TPNP, “deve, obrigatoriamente, integrar uma estratégia global de promoção do Douro Vinhateiro Património da Humanidade, tendo em conta que a reativação da Linha do Douro permitirá ultrapassar as dificuldades de acessibilidade que estão a impedir a economia local de beneficiar, verdadeiramente, do impacto que o turismo está a ter no país”.

Luís Pedro Martins acredita que “o prolongamento da Linha do Douro até Barca de Alva, e sua extensão até Espanha, em articulação com os operadores turísticos do território, vai permitir aos turistas ‘mergulharem’ verdadeiramente na região e, dessa forma, percorrerem num destino que passa, em Portugal, por três patrimónios da Humanidade”. “Investir na Linha do Douro é agir estrategicamente. É pensar para além da tradicional tentação centralizadora e ‘litoralizada’ do país”, conclui o presidente da Entidade do Turismo do Porto e Norte de Portugal.